Duo: A culpa é das estrelas – John Green

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Ao ler as primeiras páginas do livro de John Green confesso que pensei estar lendo o diário de uma adolescente. Vai ver é porque eu realmente estava lendo um, se é que a Hazel tinha um diário.
Demorei uma semana para lê-lo, a leitura é gostosa, você quer saber o que acontece na página seguinte, mas isso só aconteceu comigo depois de Amsterdã, enquanto todo o começo falava da vida chata de uma menina com câncer (ok me julguem, mas é a minha opinião).
Acredito que o John Green queria de fato uma conversa amiga com os adolescentes, vai ver é por isso que acho que ele (o livro) deveria vir com a indicação “proibido para maiores de 18 anos”. Mas todo o contexto traz de volta ao adulto chato aquele ar de adolescência, do primeiro beijo, da primeira vez, das descobertas etc.
Diferente de alguns leitores que devem ter chorado nas últimas linhas (se é que não choraram antes), eu não chorei. Me diverti sim com a narração de Hazel sobre as suas aventuras e os seus pontos de vista e me senti de volta, em alguns momentos, à minha própria adolescência.

Só um aviso: se você é como eu e prefere ler a obra antes de assistir ao filme pare agora de ler essa narração!



Diferente da maioria dos filmes que assisti depois de ler o livro, A culpa é das estrelas me surpreendeu e confesso que, apesar de amar os detalhes e de ser supercrítica (vai ver é mal de jornalista!), o filme me agradou muito mais. Acredito que porque todo aquele ar bobo, por assim dizer, do universo adolescente não transparece tanto no filme.
Sim, como todo filme ele não é idêntico à narração do livro, mas adoro essa expectativa de ler e ter a oportunidade de ver o que o autor quis passar. Falando em autor o próprio John Green faz uma aparição no filme.
Recomendo a leitura e claro, recomendo também você assistir ao filme, por isso boa leitura e bom divertimento!

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