Aquilo que não se tem

16:15



Não consigo!

Definitivamente não consigo não me importar, não consigo não sentir nada, não consigo não pensar em você, não consigo não pensar em nós dois.

Não consigo não sentir aquele nó na garganta na despedida, não consigo não sentir aquele aperto no peito com medo de nunca mais te ver, não consigo não me sentir assim.

Acredito naquele ditado que diz que tudo aquilo que for nosso um dia volta, você voltou, ironicamente ou por obra do destino, seja lá como for. E da mesma forma que algumas forças maiores nos separam, elas também nos juntam, é de outro mundo.

Não consigo não pensar no jeito como você me olha, aquele olhar despreocupado com as coisas, deixando tudo acontecer naturalmente; o jeito que você me trata, de um jeito que nenhum outro me tratou; o carinho que você me faz, que faz eu te querer cada vez mais e todos os momentos que estou com você e que se tornam únicos, os nossos momentos.

E apesar de saber exatamente bem onde estou pisando, eu me entrego. Me entrego aos meus desejos, às minhas vontades e faço do seu prazer o meu prazer. E apesar de tudo ser tão bom o medo toma conta de mim e me sufoca.

Esse medo que me deixa cega e não me deixa ver o presente com medo daquilo que pode acontecer no futuro.

Medo fútil. Medo de perder alguém que não é meu, de perder alguém que ao mesmo tempo está presente, mas também fica ausente. Medo de perder uma segurança que não existe e que vive à base da indecisão. Medo de perder algo que não existe de fato.

O medo toma conta, mas o medo que prevalece é aquele de seguir em frente e perceber o que se pode encontrar.

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