Na minha estante: Toda luz que não podemos ver - Antonhy Doerr

12:18



Os horrores da Segunda Guerra Mundial contados de forma poética e delicada.

Como acreditar que em meio a tantas mortes, tanta tristeza, injustiça, hipocrisia, racismo, maldade e ignorância poderia haver uma luz de esperança?

Em “Toda luz que não podemos ver”, Doerr narra a história de Marie-Laure LeBlanc, uma garota cega, e seu pai, Daniel LeBlanc, o chaveiro do Museu de História Natural de Paris, em busca de um lugar seguro para viverem em meio a guerra.

A garota e o pai, que tinham uma rotina diária entre o pequeno apartamento e o museu, se veem obrigados a deixar uma vida estável para se abrigarem na casa de seu tio-avô na cidade de Saint-Malo, em uma enorme casa à beira mar.

Porém o que ninguém sabe é que Daniel carrega com ele o que talvez seja o mais valioso e mais perigoso tesouro do museu.

Enquanto isso, na Alemanha, Werner e sua irmã mais nova Jutta, órfãos de pai e mãe, crescem em um orfanato em uma região de minas. O garoto se encanta com um rádio que um dia encontrou em uma pilha de lixo, e com muita observação Werner se torna especialista em montar e consertar os aparelhos, talento que na época lhe garante uma vaga em uma escola nazista e, com o tempo, a missão de descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia.

O que Werner e Marie-Laure jamais iriam imaginar é que seus caminhos se cruzariam de forma tão inesperada. Werner assustado a cada dia com os horrores da guerra e o que o seu serviço causava aos seres humanos. Marie-Laure desesperada e sozinha na propriedade do tio-avô em meio aos bombardeios e com o tesouro escondido no bolso do casaco.

Uma história de superação de medos, de amor, de bondade e de esperança. Muito mais do que isso, um romance sobre sobrevivência e o que há além do mundo visível. 

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